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Acima de 100 mil moradias são pulverizadas até Março

Carlos Paulino | Menongue

Jornalista

Ao todo, 113.052 residências nos municípios do Calai, Cuangar, Dirico, Menongue e Rivungo, na província do Cuando Cubango, serão pulverizadas, até Março do próximo ano, com insecticida de longa duração, visando o combate ao mosquito, causador da malária.

24/11/2021  Última atualização 09H50
© Fotografia por: DR
A segunda fase da campanha de pulverização intra-domiciliar arrancou segunda-feira, em Menongue, onde serão pulverizadas 94.224 residências na sede do município e nas comunas do Missombo, Jamba Cueio e Caiundo, ao passo que no Calai serão 4.160 casas, 7.302 no Cuangar, 3.336 no Dirico e 9.806 no Rivungo.

O projecto, levado a cabo pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Não Governamental "The Mentor Iniciative”, no quadro do Programa Eliminação 8 (E-8), visa a erradicação da malária na África do Sul, Angola, Botswana, Moçambique, Namíbia, eSwatini, Zâmbia e Zimbabwe.

O coordenador da The Mentor Iniciative no Cuando Cubango, Francisco Samanjata, explicou que, para o êxito deste projecto nos cinco municípios da província, foram mobilizados 625 técnicos, entre pulverizadores, supervisores, registadores, mobilizadores e logísticos.

Salientou que este projecto vai abranger apenas os municípios do Calai, Cuangar, Dirico, Menongue e Rivungo, por serem as localidades do Cuando Cubango que registam, actualmente, um número elevado de casos de malária.
Francisco Samanjata recordou que, na primeira fase da campanha de pulverização intra-domiciliar, que decorreu durante os meses de Fevereiro e Março deste ano, foram pulverizadas mais de 90 mil residências, nos municípios do Calai, Cuangar, Dirico, Me-nongue e Rivungo.

Casos de malária
A coordenadora do Programa de Luta contra a Malária no Cuando Cubango, Juliana Canjuluca, informou que, de Janeiro a Setembro deste ano, foram registados 137.914 casos de malária na província, que causaram 167 óbitos, com realce para 101 crianças menores de cinco anos.

Realçou que, de Janeiro a Setembro de 2020, foram registados 107.240 casos de malária, que provocaram 194 mortes, sendo 123 de crianças menores de cinco anos.
 
Acrescentou que, desde o início deste ano, já foram distribuídos mais de 164 mil mosquiteiros, a crianças e mulheres grávidas.

Juliana Canjuluca referiu que, apesar de se registar redução de casos de morte por malária, a situação na província ainda é preocupante, porque a doença continua a ser a primeira causa de enchentes e de mortes nas unidades sanitárias, assim como de absentismo laboral e escolar.

Salientou que a campanha de pulverização é uma mais-valia, tendo em vista que vai contribuir significativamente para a redução de casos e mortes por malária, sobretudo no município de Menongue.

Juliana Canjuluca defendeu a necessidade de o programa ser contínuo e abranger Cu-chi, Cuito Cuanavale, Mavinga e Nancova.

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