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Acidente de viação causa seis mortos e 50 feridos

André Brandão | Ndalatando

Seis pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas em consequência do capotamento de um autocarro, nas imediações do bairro Maiana, entre o Lussusso, município do Libolo (Cuanza-Sul) e Dondo (Cuanza-Norte).

09/09/2022  Última atualização 07H15
Embriaguês é apontada como principal causa do © Fotografia por: Nilo Mateus | Edições Novembro | Ndalatando

O porta-voz do comando provincial da Polícia Nacional no Cuanza-Norte, Edgar Salvador, informou que o motorista e o cobrador do autocarro, de marca Scania, estão em fuga. "O acidente ocorreu por excesso de velocidade, na sequência de despiste e capotamento. Entre os feridos, 19 foram transferidos para o Dondo, 18 para Calulo e 11 para Ndalatando”, destacou, acrescentando que nos últimos sete dias o Cuanza-Norte registou seis acidentes de viação.

Henrique Félix, de 32 anos, um  dos sinistrados, disse que a viatura fazia o trajecto Huambo-Luanda. "Partimos às 19h00. Ao longo do caminho, o motorista e o cobrador decidiram comprar, em cada paragem que faziam, cerveja e whisky em pacote para consumirem. Os dois estavam embriagados e quando o motorista decidiu acelerar mais, perdeu o controlo do veículo que  despistou-se e capotou três vezes”, contou.

Os feridos foram evacuados para unidades hospitalares de Ndalatando, Dondo e Libolo. Segundo o director clínico, António Manuel da Costa, na capital do Cuanza-Norte chegaram 11 pessoas com ferimentos graves e leves. "Os feridos foram transferidos pelas equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica de Angola”, referiu.

Dos 11 pacientes, acrescentou, dois estão em estado crítico na Unidade de Tratamento de Cuidados Intensivos (UTI), com traumatismo craniano-encefálico, além de fracturas expostas do fémur, tíbia e do úmero. "Dos dois, um já está estabilizado e vai ser transferido para Luanda para ser observado por um neurocirurgião. Outro permanece internado, por ter um quadro clínico grave e instável”, revelou.

Os demais pacientes têm ferimentos leves na face e nos membros inferiores, fracturas fechadas do fémur, que necessitam de intervenção cirúrgica, e  trauma ocular. "Todos estes pacientes continuam internados para avaliação”.

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