Economia

Acesso à Internet pode acelerar empregabilidade

Kátia Ramos

Jornalista

Uma taxa de acesso aos serviços de Internet de até 75 por cento da população activa pode significar ao país a geração de 44 mil postos de trabalho, segundo afirmou, ontem, em Luanda, o gestor do programa “Acelera Net”.

24/11/2021  Última atualização 09H55
Director Nacional, Matias Borges prestigiou o evento © Fotografia por: Maria Augusta | Edições Novembro
Durante a mesa-redonda em que também foi orador o director nacional das Telecomunicações e Tecnologias Digitais, Matias Borges, os especialistas abordaram sobre "Os desafios da aceleração digital do país”.

O tema foi escolhido pela revista Economia & Mercado, que realizou, numa das unidades horteleiras da capital, a IV Conferência sobre Transformação Digital em Angola.

Na ocasião, o director Matias Borges indicou que Angola está em décimo quarto (14º) lugar como utilizador de 1GB (um gigabyte) e os actuais preços de consumo são baixos, mas, reconhece, a utilização ainda não é satisfatória seja para os utilizadores seja mesmo para o Executivo.

Por esta razão, fez saber que projectos estão a ser desenvolvidos a nível do sector das tecnologias, casos do satélite "Angosat" e a entrada de mais um operador telefónico, visando diversificar o mercado. Há ainda em andamento o concurso internacional para a gestão da Angola Telecom.

"Várias iniciativas estão em curso para melhorar a Internet, visto que o que temos ainda não é satisfatório. O Executivo quer ver maior satisfação a nível das comunas onde há dificuldade em termos de acesso à rede telefónica ou de Internet. O Governo está a trabalhar para que o acesso e a qualidade seja um facto com estratégias devidamente definidas para a entrada da nova operadora que vai contribuir para a melhoria a nível da rede nacional”, disse.

  Taxa de penetração 

Até ao momento, em Angola, apenas cerca de sete milhões de cidadãos são utilizadores de Internet, taxa considerada muito baixa, visto que a nível dos serviços de telefonia móvel contam-se mais de 15 milhões de usuários.

Segundo o gestor do programa "Acelera Net”, Crisóstomo Mbundu, o país vive, actualmente, uma era da aceleração digital, que tem sido impulsionada por vários factores e fenómenos, entre os quais a Covid-19, que afectou negativamente a economia dos países e reforçou a importância do desenvolvimento de uma economia digital mais forte e inclusiva, dando oportunidades ao negócio digital.

Acrescentou que ao falar da aceleração digital se deve citar três pilares, sendo a infra-estrutura a principal base.Crisóstomo Mbundu reconhece existir uma capacidade internacional robusta, presente no Data Center, já com vários conteúdos e operadores diversificados. "Angola está a crescer em termos de operadores, mas a distribuição dos conteúdos para o operador final nas diferentes localizações, ainda regista grandes debilidades, visto que está tudo alocado na capital do país, situação que constitui um desafio”, afirmou.

Para o engenheiro digital, a taxa de usuários ainda é considerada baixa e ronda apenas os 26,5 por cento. Cálculos apresentados pelo técnico revelam que só três em cada 10 usuários angolanos têm acesso à Net.

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