Cultura

“Academia Talent” encerra inscrições

Francisco Pedro

Jornalista

À semelhança do que tem sido nos anos anteriores, Angola tem duas vagas para inscrever estudantes de cinema na Academia da MultiChoice Talent Factory (MTFA), para o ano lectivo 2021/2022.

28/06/2021  Última atualização 04H00
Diversos estudantes participaram no projecto de formação © Fotografia por: DR
As inscrições terminam  quarta-feira, dia 30. As inscrições estão abertas desde o início do mês, e são feitas mediante o preenchimento de uma ficha disponível no site https://cte.multichoicetalentfactory.com/Home/MTFHome.
Entre os requisitos para participar no projecto destacam-se o de os candidatos serem jovens emergentes com alguma experiência no sector ou com uma qualificação pós-escolar relevante em cinema ou televisão.

Os estudantes da África Austral têm aulas em Lusaka, capital da Zâmbia, onde está situada a Academia da MTF, desde 2018, local em que os formandos começam o curso em Outubro, num período de 12 meses.
A directora dos Assuntos Corporativos da MultiChoice Angola, Estefânia Sousa, revelou que, no próximo ano lectivo, o modelo é semelhante ao de 2020, em que houve um período presencial e outro à distância (online).

Em entrevista ao Jornal de Angola, disse que os critérios de selecção incluem conhecimentos de inglês, tidos como essenciais por não ser possível participar na formação das academias, uma vez que o Grupo MultiChoice pertence aos países anglófonos de África.
O cinema, disse, é uma área profissional e uma indústria que depende muito do domínio da língua inglesa, quer ao nível de formações, "não só a nível das Academias da MTF, mas de outros tipos de capacitações promovidas por outras instituições”.

"Existe uma série de informações online. Por exemplo, temos as Masterclasses, veiculadas com vários parceiros internacionais, em que se de-fende que as histórias podem ser contadas nas línguas locais (oficial) ou materna, mas deve atender a uma vasta audi-ência, tal como em festivais, que depende muito do domínio da língua inglesa. Por isso, este idioma é um dos critérios essenciais sem o qual não será possível as pessoas serem candidatas”, explicou Estefânia Sousa.


Capacitação

Embora tenha reconhecido existirem jovens com bastante ta-lento e histórias muito boas para contar sobre África e suas vivências, a meta da MultiChoice, disse Estefânia Sousa, prende-se com a capacitação de jovens muitos dos quais já fazem trabalhos de forma independente.

"Primamos pela formação em que esses jovens, muitos dos quais auto-didactas, aperfeiçoem as competências e a saibam como trabalhar em escala, com padrões de qualidade internacionais que irão alavancar a cadeia de valor da indústria cinematográfica e televisiva do continente. Enquanto maior investidor na produção de conteúdos isto permite-nos, igualmente, construir um pipeline de bom conteúdo local para os nossos canais e plataformas de streaming”, realçou Estefânia Sousa.

Nas academias, esclareceu, os jovens que recebem formação adquirem conhecimentos desde os princípios basilares e têm uma ideia cinematográfica ou para televisão, até à produção do trabalho final.

"Eles ganham experiência nesse processo para fazerem tudo isso. Essas competências resultam na criação de pequenas empresas que vão servir aos canais de televisão, ou propiciam a estas pessoas oportunidade de saírem da academia com uma formação muito mais completa, actualizações e conhecedoras das regras de produção em larga escala”, concluiu.


 O projecto

A Academia da MTF pretende formar os jovens africanos, que desejam trabalhar e inovar na produção de filmes e programas de televisão. A formação engloba os mais diversos aspectos ligados à criação de conteúdos para cinema e televisão, tais como produção, realização, luz, som, edição e orçamento.

Mais do que olhar para o desenvolvimento económico, o objetivo é dar voz às histórias africanas, que precisam de uma plataforma e de ferramentas para contarem essas histórias com qualidade e de forma a serem competitivas a nível mundial.

Para além disso, nos seus 3 anos de existência, a iniciativa conta com parceiros de renome internacional como a Dolby, a Nihilient, a Fox ou a New York Film Academy que todos os anos oferece uma bolsa de estudos de 6 meses em Nova Iorque para 2 dos estudantes da academia.

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