Sociedade

“Abraço Solidário” arrecada 1.070 toneladas de produtos

André Sibi

Jornalista

O projecto “Abraço Solidário” arrecadou, nos últimos três meses, mais de 1.070 toneladas de bens diversos, para apoiar acima de 400 mil famílias afectadas pela seca, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Cuando Cubango.

05/08/2021  Última atualização 07H40
Treze camiões, com mais de 500 toneladas, partiram de Luanda com destino às áreas afectadas © Fotografia por: Rafael Tati| Edições Novembro
A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo coordenador para a área de logística da campanha promovida pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Ikuma Bamba acrescentou que 13 camiões, com 500 toneladas, já partiram de Luanda em direcção às zonas afectadas. A primeira fase de distribuição dos produtos, referiu, decorre a partir de hoje até segunda-feira e a segunda fase de 12 a 17 do corrente mês. Além de comida, foram arrecadados medicamentos, roupa e produtos de higiene e de biossegurança.
O director-geral das Cáritas de Angola, José Quintas, encarregue de fazer o mapeamento das zonas afectadas, disse que estão cadastradas mais de 400 mil famílias.

Segundo José Quintas, a província do Cuando Cubango lidera os indicadores de famílias afectadas, razão pela qual vai receber 40 por cento do total de produtos arrecadados, seguida pelo Cunene, com 30 por cento, e pelas províncias da Huíla e do Namibe, com 15 por cento cada.

O secretário-geral da Aliança Evangélica de Angola, António Mussaqui, presente no acto de balanço da campanha "Abraço Solidário”, disse que os angolanos demonstraram que a união faz a força.
Para a secretária-geral do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (SICCA),  reverenda Deolinda Teca, a iniciativa é de grande valia, pois "é dando que se recebe”.

"A igreja acompanhou atentamente a campanha desde o início e vai continuar a trabalhar para que os bens possam chegar aos destinatários. A campanha provou, uma vez mais, que, apesar das dificuldades, os angolanos são unidos e solidários, à altura de ultrapassar qualquer dificuldade”, concluiu a reverenda Deolinda Teca.

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