Política

Aberto registo eleitoral de angolanos na Zâmbia

O Registo Oficioso de cidadãos angolanos na diáspora, com vista às eleições gerais do ano em curso, começou, segunda-feira (24), na Zâmbia, com uma cerimónia realizada nas instalações da Embaixada de Angola, em Lusaka.

25/01/2022  Última atualização 08H40
© Fotografia por: DR
O embaixador de Angola na Zâmbia, Azevedo Francisco, foi o primeiro a actualizar os dados eleitorais. De acordo com uma nota da Embaixada, no acto, o diplomata apelou à comunidade residente no sentido de aderir, massivamente, ao processo, como pré-requisito para o exercício do voto, nas eleições gerais, previstas para Agosto do ano em curso.

Azevedo Francisco disse que, para além dos serviços consulares da Embaixada de Angola, em Lusaka, a Zâmbia conta com mais dois postos de Registo Oficioso, nomeadamente os consulados gerais do Mongu e do Solwezi.

Membros da comunidade angolana exprimiram a sua expectativa em exercer o direito de voto, a partir da diáspora, facto que vai conferir maior representatividade ao processo democrático em Angola. Os líderes das comunidades ouvidos na ocasião reforçaram o apelo no sentido de se viabilizar, igualmente, o acesso ao registo aos milhares de compatriotas residentes em localidades recônditas e de difícil acesso.

A comunidade angolana na Zâmbia é maioritariamente composta por ex-refugiados de guerra, cuja base de subsistência assenta na agricultura familiar e no comércio precário. Defenderam que haja uma intervenção do Estado angolano na transportação dos milhares de angolanos residentes naquelas áreas, para os locais de registo, assegurando, deste modo, o êxito do processo em terras zambianas.

Governador do Moxico pede maior mobilização

 O governador do Moxico apelou, ontem, a mobilização dos cidadãos com idade eleitoral a afluírem aos postos de atendimento para proceder à actualização dos dados e obterem o cartão de munícipe.

Gonçalves Muandumba, que falava na I Sessão Ordinária do Governo, esclareceu que faltam apenas dois meses para o término do processo e foram actualizados até agora cerca de 50 mil eleitores dos 212 mil previstos.

Lembrou aos participantes que o presente ano exige a cada um dos gestores a ética, profissionalismo, prestação de contas e muito empenho e dedicação nas tarefas programadas. Exortou que a responsabilização vai ser um elemento muito importante a ter em conta pelo facto de 2022 ser um ano atípico, que exige continuidade dos projectos e programas de 2021 condicionados por causa da Covid-19.

"Devemos definir prioridades. É um ano especial. Temos eleições gerais. É uma tarefa importante para o país. Mas a solução dos programas da população não pode ser adiada. Devemos priorizar aquilo que é possível acontecer e realizar, tendo em conta os meios financeiros que temos”, apontou. Muandumba recordou que as acções para o melhoramento das vias de acesso vão continuar a ser uma das prioridades, para melhorar a circulação de pessoas e de escoamento de produtos agrícolas.

No sector económico, a maior atenção vai recair na promoção da agro-indústria para processamento, transformação e colocar no mercado produtos locais como o mel, a mandioca, o arroz e os  citrinos. "As pequenas iniciativas já vão acontecendo e precisamos de encorajar e apoiar para criar um espírito empresarial a nível da agro-indústria”, realçou.

Falando do programa de Luta contra a Pobreza, Muandumba defendeu a continuidade do programa de transferência de valores à criança, em curso nos municípios do Moxico e Camanongue, bem como do Kwenda, que iniciou, recentemente, no Luau, e que vai abranger os Luchazes.

Reafirmou que este programa vai facilitar a vida dos habitantes, até agora, em péssimas condições, pois desde o início cerca de 30 mil famílias foram beneficiadas. Exortou as autoridades administrativas dos Luchazes no sentido de criarem condições para facilitar e apoiar as brigadas no cadastramento das populações na região.


Kapalo Manuel | Luena

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