Opinião

A produção nacional e os empresários angolanos

A produção nacional diversificada é essencial para se relançar o crescimento económico, com vista a assegurar uma vida melhor aos cidadãos. Temos escrito neste espaço que uma das principais alavancas do crescimento económico são as empresas, que têm de estar permanentemente operacionais para garantir empregos e produção de bens e serviços em todo o país.

10/06/2019  Última atualização 08H12

Angola oferece oportunidades para que os investidores, angolanos e estrangeiros, possam fazer bons negócios. Temos assistido ao trabalho que tem sido feito por entidades do Estado para que o ambiente de negócios melhore no país. O que se pretende é que não sejam só investidores estrangeiros a fazer negócios no país. Desejamos que haja muitos empresários angolanos a trabalhar em prol da prosperidade do país, por via da produção de bens e serviços diversos.
Muitos empresários angolanos estão dispostos a avançar para a execução de projectos produtivos que sejam capazes de fazer diminuir as importações de bens que podemos produzir no nosso país. Acontece porém que esses projectos precisam de ser financiados, na medida em que há agentes económicos angolanos que não estão em condições de fazê-los arrancar por falta de dinheiro. O recurso à banca comercial é outro grande problema para os empresários, uma vez que o crédito no país é caro, por virtude das elevadas taxas de juro.
Mas alguma coisa deve ser feita para incentivar os nossos empresários, que têm muitas iniciativas e estão realmente interessados em produzir e não apenas, o como acontece com indivíduos que se dizem “empreendedores”, a ocupar, por exemplo, espaços enormes no campo, sem nada fazerem neles.
No campo há empresários e agricultores capazes de produzir grandes quantidades de produtos para abastecer as diferentes zonas urbanas. Que não se tenha receio de se financiar projectos de quem é realmente conhecedor dos processos de produção agrícola .
Que o Estado parta para políticas de incentivos fiscais à produção agrícola , para desonerar empresários e agricultores que investem na agricultura de determinados custos .
A crise económica e financeira que atravessamos descapitalizou muitas pequenas e médias empresas. São em número elevado as pequenas e médias empresas que foram à falência. Esta realidade deve merecer a reflexão de quem tem de tomar decisões sobre o rumo a seguir, no que diz respeito à nossa economia.
Se se quiser aquecer a economia, deve-se trabalhar intensamente no sentido do relançamento do sector empresarial, para que este tenha capacidade para gerar empregos. Havendo muitos empregos, vários problemas sociais podem ser resolvidos.

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