Opinião

A privatização de empresas e a economia

O Estado quer privatizar empresas públicas, na perspectiva de  passar  para operadores económicos privados uma série de actividades produtivas, para se poder concentrar em projectos que priorizem a construção de bases infra-estruturais e fazer crescer a economia em várias vertentes.

14/12/2018  Última atualização 08H26

A experiência mostrou que o Estado não deve intervir em actividades que podem ser desenvolvidas pelo sector empresarial privado. O  modelo de Estado-empresário, com uma larga intervenção na economia, resultou na ineficiência de muitos projectos, tendo muitos deles consumido milhões de dólares, sem benefícios para as populações.
Depois de termos aprendido com os erros do passado, é hora de partirmos para modelos que possam assegurar a revitalização do tecido empresarial, com vista ao aquecimento da economia real (de bens e serviços), com o sector privado a desempenhar um papel cada vez mais activo.
A privatização de empresas públicas pode fazer com que muitas unidades de produção, que até aqui só davam prejuízos ao Estado,  venham a ser eficientes, o que pode gerar muitos empregos .
O desemprego é um dos grandes problemas do nosso país, pois  ele  afecta uma parte considerável da população, não estando o Estado em  condições de absorver todos os que procuram emprego no país.
O Estado deve preocupar-se em criar um bom ambiente de negócios e incentivos ao empresariado privado, para que este possa dar emprego a milhares de jovens .
 É grande a frustração de muitos jovens que, depois de formados  em instituições de ensino médio e superior, não conseguem o primeiro emprego, porque, por exemplo, o sector empresarial privado angolano continua com muitos problemas, por falta de financiamento das suas actividades produtivas.
A crise económica e financeira levou muitas empresas angolanas, pequenas e médias, à falência, atirando um número elevado de jovens para o desemprego. Que do processo de privatização de empresas públicas venha a resultar benefícios para a sociedade.
 O sector empresarial privado deve passar a ser visto como um motor do crescimento da economia. Que o Estado deixe de fazer o que os privados sabem fazer melhor. Que o Estado se concentre na construção ou reabilitação de estradas, pontes, linhas férreas e na distribuição de energia e água, para que os investidores se possam sentir motivados a aplicar os seus capitais em projectos produtivos.
Numa altura em que pretendemos diversificar a economia, faz sentido que o sector privado tenha um maior protagonismo na economia, pois, o crescimento económico tem de contar necessariamente  com as micro, pequenas, médias e grandes empresas.

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