Opinião

A Polícia e as populações

Editorial

Há dias, quatro indivíduos foram acusados de vandalizar uma esquadra da Polícia Nacional, aqui em Luanda, uma situação a que se junta outras estórias semelhantes de tentativa de invasão de referidos espaços policiais, e que nos remetem a todos para a necessidade de condenação, reflexão e mudança de comportamento.

10/11/2021  Última atualização 06H55
O princípio da legalidade, que deve nortear quer a acção da Polícia Nacional, quer a abordagem da população e das pessoas singulares, deve moldar a todos no sentido de uma interacção que dignifique os angolanos.

Independentemente da situação, deve ser impensável às pessoas idealizarem a invasão à esquadra para "pedir satisfação”, para alegadamente "ajustar contas” ou "forçar esclarecimentos”, algumas vezes, pelo simples acto de  um agente da Polícia Nacional.

A acção, igualmente condenável, de receber os agentes da Ordem com pedras, paus, catanas e algumas vezes com material letal, como sucedeu nas circunstâncias de rixa no Catinton, aqui em Luanda, recentemente,  é de uma gravidade sem precedência nos últimos 40 anos e merecedora de resposta proporcional.

Não há memória do que tende a suceder hoje, quando as esquadras são alvo de invasão e destruição, uma realidade que precisa de ser revertida urgentemente, com a melhoria da comunicação, informação acessível sobre a actuação da Polícia Nacional em todas as circunstâncias, disponibilidade para os devidos esclarecimentos, sempre que necessário.

A Polícia Nacional "vem do povo”, como disse em tempos o ministro do Interior, dando claramente a ideia de que o serviço para manter a ordem, segurança e tranquilidade públicas é prestado por pessoas que vêm do seio das comunidades e para servir as comunidades.

Os vários canais, através dos quais as famílias e pessoas singulares podem recorrer para interagir com a corporação, quer para facilitar o trabalho dela, quer para viabilizar intervenções em tempo útil, devem ser exaustivamente explorados.

Independentemente dos mal-entendidos, de eventuais excessos e falhas, decorrentes da natureza humana falível, é preciso que fique clara para todos a ideia simples que o agente da Polícia Nacional está, na esquadra ou na via, para servir a comunidade. E para o sucesso desta actividade não há dúvidas de que um dos elos com o qual a corporação mais quer contar é precisamente a população, as famílias e pessoas singulares, beneficiárias do serviço policial.

Obviamente, que urge fazer um grande trabalho de sensibilização e educação das populações no sentido de uma melhor interacção que leve à redução dos sintomas de desconfiança, que aumentem a aproximação e colaboração, entre outros factores.

Na verdade, a Polícia Nacional tem procurado fazer um amplo trabalho de melhoria da sua imagem junto das populações, iniciativas em que espera sempre contra  com o papel que as populações e pessoas individuais devem desempenhar.

As populações são chamadas a desenvolver uma relação de proximidade com a Polícia Nacional para que todos saiam a ganhar, na medida em que permitirá, cada vez mais, maior compreensão mútua, maior colaboração e menos incidentes.

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