Opinião

A paz em Moçambique e os políticos africanos

Os africanos tomaram conhecimento, certamente com muita satisfação, de que o Governo moçambicano e a Renamo, vão assinar um acordo de paz no mês de Agosto. Depois de complexas negociações, o Governo do Presidente Filipe Nyusi e a Renamo vão finalmente pôr um ponto final aos problemas que dividiam os moçambicanos.

07/06/2019  Última atualização 07H34

Os africanos, em geral, e em particular os que vivem na África Austral, têm razões para estarem satisfeitos com o compromisso a que os políticos moçambicanos conseguiram chegar, com vista a se evitarem mais conflitos, que só continuariam a prejudicar o povo de Moçambique, já a braços com graves problemas de ordem económica e social.
Neste processo de negociações que vai culminar com a assinatura de um acordo de paz, é justo realçar o papel desempenhado pelo Presidente Filipe Nyusi, que revelou ser um homem de diálogo e sempre disponível para discutir quaisquer assuntos por mais complexos que eles fossem.
O Presidente Filipe Nyusi foi persistente na busca de uma solução política para os problemas que ainda subsistiam, tendo demonstrado paciência e tolerância, mesmo em momentos de tensão. Ao insistir na via da negociação com a Renamo, Nyusi acreditou sempre que era possível encontrar-se um caminho para a paz em Moçambique.
Num momento em que a África é ainda marcada por conflitos intra-estatais, importa conhecer a experiência dos políticos moçambicanos , que entenderam avançar para a resolução pacífica dos problemas do país, salvaguardando-se assim os interesses superiores do povo de Moçambique.
Os angolanos, que também viveram um longo conflito armado, e que vivem em paz desde 2002, têm noção do alcance do acordo que vai ser assinado em Agosto deste ano pelo Governo de Moçambique e pela Renamo, e vão inevitavelmente acompanhar o processo, que interessa à nossa região, que é considerada a mais estável do continente africano.
O que pretendemos é que haja paz em toda a África e que os políticos do continente trabalhem para superarem as divergências e para encontrarem modelos eficazes de convivência pacífica entre todas as forças políticas, sem prejuízo da vontade soberana dos povos de decidir, em processos democráticos e livres, sobre quem deve governá-los.
A vontade dos povos expressa nas urnas em eleições democráticas e livres deve ser respeitada por todas as forças políticas concorrentes ao poder, devendo-se sempre observar as regras da competição política em democracia.
Que os políticos não usem a violência para atingir o poder, porque isso só causa instabilidade, com consequências nefastas para os povos dos seus países. Os políticos africanos devem dar provas de elevada grandeza e partir para a procura de soluções que coloquem a África na rota do crescimento e desenvolvimento económico e não da destruição.

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