Opinião

A pandemia, as empresas e o crédito malparado

Editorial

O agravamento da crise económica, derivada da pandemia da Covid-19, causou graves problemas de tesouraria a inúmeras empresas de direito angolano, o que obrigou muitas delas a fechar as suas portas, resultando daí um aumento da taxa de desemprego no país.

02/06/2021  Última atualização 06H00
Várias empresas contraíram dívidas junto de bancos comerciais, mas o surgimento da pandemia da Covid-19 e as medidas de biossegurança que se seguiram fizeram com que unidades de produção estivessem impossibilitadas de honrar os compromissos com instituições bancárias credoras, nos prazos acordados.
 O que aconteceu em Angola ocorreu noutras partes do mundo, em que milhares de empresas tiveram de fechar as suas portas porque não tinham liquidez para fazer face a despesas de vária ordem, nomeadamente com salários dos trabalhadores.
Numa conjuntura de pandemia, que obrigava os Estados a tomar medidas restritivas, as empresas tinham pouca margem para realizar actividade produtiva, assistindo-se a despedimentos de trabalhadores em massa.

Em vários países, nomeadamente os mais desenvolvidos, os governos criaram mecanismos para viabilizar o financiamento de empresas ou para estabelecer moratórias no que diz respeito a pagamento de impostos, tudo isso para mitigar os problemas de tesouraria das unidades produtivas.
O anúncio feito, na semana passada, pelo Banco Nacional de Angola de que as empresas de determinados sectores podiam negociar junto dos bancos comerciais moratórias de até seis meses para pagamento do crédito malparado foi uma boa notícia para muitos empresários.

Na verdade, as empresas de áreas como as da restauração e similares, hotelaria e turismo e transportes, afectadas pela pandemia da Covid-19, precisavam de um alívio em termos de prazos de pagamento de dívidas, junto de bancos comerciais, para não terem de fechar as suas portas.
 As empresas são unidades essenciais em qualquer economia, e, nas condições de crise, como a que vivemos, era necessária, também em Angola, a tomada de medidas que pudessem impedir que se agravasse o problema do desemprego no país.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Opinião