Opinião

A Organização Mundial da Saúde e a aquisição de vacinas

Editorial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não se cansa de apelar aos países mais ricos (nomeadamente do G7) para que contribuam de facto, por via da vacinação, contra a Covid-19, para a imunização de pelo menos 70 por cento da população mundial.

15/06/2021  Última atualização 06H20
O director-geral da OMS, Tedros Ghegbreyesus, aproveitou a sua intervenção na Cimeira do G7( grupo dos países mais ricos o mundo), que decorreu recentemente no Reino Unido, para apresentar o actual quadro do processo de imunização de milhões de pessoas no mundo, particularmente nos países de médio e baixo rendimentos.

 A vacinação, ao nível o Globo, é uma questão que está no centro de debates de organizações internacionais, como a ONU, que tem pressionado os países com maiores capacidades para produzir vacinas, para que renunciem a políticas egoístas e nacionalistas e sejam mais solidários com os Estados desprovidos de recursos financeiros suficientes para acudir às suas populações afectadas pela pandemia da Covid-19, em termos de vacinação massiva. 

É opinião generalizada de que a pandemia da Covcid-19 deve ser combatida globalmente, tendo o director-geral da OMS afirmado que "o desafio é acabar de vez com a pandemia. A nossa meta deve ser vacinar pelo menos 70 por cento da população mundial, quando o G7 voltar a reunir-se na Alemanha no próximo ano". É um sinal positivo o facto de dois países mais ricos do mundo, o Reino Unido e os Estados Unidos, se terem disponibilizado a fazer doações de vacinas contra a Covid-19, esperando-se que outros membros do G7 vão no sentido de proporcionar a países pobres fármacos para combater a doença. 

 Mas só a doação de vacinas, por parte dos países mais ricos do mundo, pode não ser suficiente para fazer face à pandemia em todo o globo, pelo que faz sentido o apelo da OMS para que haja também "transferência de tecnologia e dispensas de propriedade intelectual", a fim de o fármaco ser produzido em várias partes do mundo. 

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