Reportagem

A influência do pensamento estratégico de Neto na construção da Nação

À semelhança da observação de Conceição Cristóvão, na colectânea “A Noção de Ser” de autoria de Pires Laranjeira e Ana T. Rocha, sobre o desafio que a descrição de António Agostinho Neto aporta, eu considero esta tarefa de examinar a influência do pensamento estratégico de Neto na construção da Nação angolana como assustadora.

26/09/2022  Última atualização 15H30
© Fotografia por: DR

O tema de hoje traz consigo desafios intelectuais e académicos de proporções inumanas; não no sentido de ser desprovido de sentimentos ou amor. Simplesmente de dimensões que não se confortam com a capacidade humana de conceptualizar, inquirir, pesquisar e sintetizar. Tudo isso porque o tema de hoje tem três aspectos extremamente difíceis de sintetizar em 30 minutos: o pensamento estratégico de António Agostinho Neto, por um lado; a construção da Nação angolana, por outro; e como o primeiro aspecto influenciou o segundo; como a Nação angolana surgiu ou moldou-se desse pensamento estratégico.

Como devem imaginar, o volume de obras de e sobre Neto é enorme. Talvez a caracterização da esposa do Engenheiro Amílcar Cabral sobre Neto nos possa ajudar a entender a dimensão do filho de professores que exerceram as suas profissões nos Dembos que se tornou médico em Portugal. Disse, em 2011, Ana Maria Cabral que "Neto era como se fosse um Deus”. Para esta nacionalista cabo-verdiana, Neto encarnava o desejo de ver as colónias libertadas, independentes. De igual forma, o legado de Neto ilustra a sua dimensão. Basta notar que o Google, uma ferramenta de busca digital, tem 72.000 artigos com o nome António Agostinho Neto, até ao momento.

Existe uma outra tarefa quase que insuperável: a de caracterizar o pensamento estratégico de Neto. Se pensarmos por um minuto e acreditarmos na astrologia, poderemos dar alguns passos convincentes. Com o signo Virgem, por ter nascido no dia 17 de Setembro, o primeiro Presidente de Angola teria sido objectivo, organizado, perfeccionista, focado nos detalhes, prático e autocrítico. No entanto, esta nossa crença em signos astrológicos tem sido refutada na ciência (vide Miguel e Carvalho, 2014). O que parece existir é uma influência do conhecimento das características astrológicas no comportamento humano (vide Pacheco, Nagelschmidt e Rodrigues, 2007).

Esta inabilidade de confiar na astrologia leva-nos a entender o pensamento estratégico de Neto por outros meios. Mas antes de tudo, impõe-se aqui um certo enquadramento conceptual; uma certa construção de indicadores do pensamento estratégico para que a posterior consigamos entender como Neto, com o seu pensamento, terá influenciado, de forma estratégica, a construção de Angola como nação. Nesta incursão académica, não nos escapa a tentativa de Iko Carreira de descrever o pensamento estratégico de Agostinho Neto, num livro de 236 páginas, publicado por Dom Quixote em 1996. Nesta publicação, ao se descrever o pensamento do nosso Poeta Maior, fala-se de: visão, a diplomacia pragmática, a segurança dos actos, a empatia entre líderes e Neto, a escolha cuidadosa dos actos, a atenção ao detalhe, a implementação real, os resultados concretos e a objectividade no desenho das estratégias. Neto, na perspectiva de Iko Carreira, criava imagens mentais claras dos resultados das acções e não cessava esforços para concretizá-las. Alguns desses desideratos eram o reconhecimento de Angola, a existência de apoio incondicional ao MPLA e a sua luta de libertação, entre outros. Sem um marco teórico, no entanto, torna-se difícil estabelecer se estes atributos,r econhecidos a Neto por Iko Carreira, constituem pensamento estratégico ou não.

Intuitivamente, o pensamento estratégico tem sido visto como o pensamento pragmático e crítico, aquele que se foca na grande foto (big picture), virado para o futuro e contingencial. Aventuram-se também qualidades dos pensadores estratégicos como Napoleão Bonaparte e outros. Entre estas, existe a aprendizagem permanente, a auscultação de opiniões de outros, a tomada de riscos e a tendência de se cingirem a um propósito colectivo. Adicionalmente, historiadores e cientistas políticos ocuparam-se dessa temática.Por exemplo, abordemos o livro de Valentim José Pires Antunes Rodrigues, Capitão-de-mar-e-guerra da Marinha Portuguesa. Em 2014, no livro Liderança Estratégica e Pensamento Estratégico, Valentim Rodrigues caracterizou o pensador estratégico como sendo capaz de desenvolver uma visão do futuro, capaz de operar em ambientes complexos e ambíguos e de idealizar o futuro. Quatro anos antes da publicação do livro de Valentim Rodrigues, José Alexandre Altahyde Hage, doutor em Ciências Políticas, já tinha abordado a habilidade do pensador estratégico de idealizar o futuro. Este último autor explica que o pensador estratégico procura antever problemas imagináveis. Mas quem melhor abordou esta temática do pensamento estratégico foi Paulo Roberto de Almeida, no livro editado por Sérgio Eduardo Moreira Lima, com o título Diplomacia e Pensamento Estratégico(2016). Paulo de Almeida começa a sua abordagem do pensamento estratégico do historiador, diplomata e militar brasileiro Francisco Adolfo Varnhagen com indicadores do pensamento estratégico. Ele pergunta-se se Varnhagen influenciou um curso de acção, pensou em reformas para os problemas do futuro.

Por conseguinte, este ensaio adopta a caracterização supracitada do pensamento estratégico como o seu marco teórico ou o seu enquadramento conceptual. Nesta senda, o pensamento estratégico está associado ao pragmatismo, à visão grande do futuro, à habilidade de operar em ambientes de muita complexidade, bem como à competência em antever futuros problemas, idealizando sempre um futuro diferente. Mas é necessário que esses atributos influenciem o curso de acção e criem reformas. Se pensarmos bem, António Agostinho Neto foi tudo isso e muito mais. Realcemos algumas dessas qualidades no pensamento de Neto,examinando a maneira como esses atributos de Neto terão influenciado a construção da Nação angolana. Essa abordagem é alicerçada em depoimentos de terceiros com os quais conviveu e intervenções áudio e audiovisuais do homem que foi decretado, pela Amnistia Internacional, prisioneiro político do ano de 1957. Na essência, a nossa pergunta de partida é: Como foi que cada uma dessas facetas do pensamento estratégico de Neto permitiu a "construção da Nação angolana”?

Antes de começarmos a olhar para Neto, o pragmatista, discorramos um pouco sobre o conceito de pragmatismo.Renato Rodrigues Kinouchi recorda-nos que a palavra pragmatismo é polissémica, tem muitos significados. Mas, conforme Kinouchi, o pragmatista não se prende a princípios ideológicos ou fundamentações metafisicas. O pragmatista lida com questões tendo em vista as suas consequências práticas. Então, quando dissemos que Neto foi pragmatista, estamos a dissociá-lo do mundo teórico, conceptual e ideológico. Estamos a olhar para Neto o médico, líder do MPLA, o fundador da Nação angolana, o Presidente dos angolanos, o reformista. E como foi que esta atenção aos resultados práticos se manifestou em Neto? Mas mais importante de tudo, como terá este atributo de Neto influenciado a construção da Nação angolana? Devo dizer que Neto depositava pouca esperança na diplomacia de palavras. Ele preocupava-se mais com os resultados da diplomacia. Para ele, era importante que os actos políticos se transformassem em acções concretas no teatro das operações. Por isso, não nos surpreendemos em ouvir Neto utilizar a palavra "real” para representar a palavra "prático”.Vale recordar uma das muitas entrevistas que concedeu. Aquando das negociações entre os três movimentos mediadas por Portugal, no período de descolonização, e em entrevista a jornalistas portugueses, Agostinho Neto descreveu o seu desiderato principal como o alcance de "uma independência real”, isto depois da conferência de Algarve, em 1975.

O pragmatismo de Neto, o homem que terá organizado a resistência armada contra o colono português em Angola, não se cingiu à procura de resultados práticos. A sua saída de Portugal, já como Presidente de Honra do MPLA, depois de ter sido libertado em 1962, para Leopoldville representa, de certo, um cenário de muito pragmatismo, mais ainda se tivermos em conta que tão logo chegou a essa localidade, Neto foi confrontado com a crise de liderança no seio do MPLA, como explica o historiador português João Baptista Gime Luís (2021). Já Donald Burness, em "A Noção de Ser”, recorda-nos de Neto como um homem humilde, desprovido de vaidade e mordomias. Diz Donald Burness, no seu contributo intitulado Agostinho Neto e a poesia de combate, que Neto "... visitou pessoalmente secções interiores, comendo com as pessoas e dormindo frequentemente nas suas cabanas infestadas de mosquitos”.

Ainda dois outros episódios da praticalidade de Neto foram a sua conclusão dos estudos, apesar das três ocasiões em que ficou encarcerado e o se ter casado justamente no dia em que concluiu os seus estudos médicos. Houve também, desta vez, quase dois anos depois de Neto ter proclamado a independência de Angola, a chamada "Operação Kwanza”, cuja preparação Neto disse ter sido exitosamente guardada em sigilo por alguns meses. Nesta reforma, Neto conseguiu mudar o escudo colonial português pelo Kwanza, moeda nacional angolana, ajudando assim a construir a banca e o mercado financeiro de Angola. Em Agostinho Neto: Perfil de um poeta lutador, Maria Teresa Marques e Maria Virgínia Melo, numa análise morfológica e gramatical de cinquenta e um poemas de Neto concluem, com profunda admiração, que Neto era um homem de muita coragem, consciência revolucionária, mobilizador dos oprimidos, combativo, com a necessidade clara de actuar.De recordar que no poema, Criar, Neto sugere a opção bélica como meio de acabar com o colonialismo.

Ainda no foco em consequências práticas e o ênfase nos resultados reais, Neto lembrava-nos, muito cedo na sua governação, da independência que ainda não era real:

"... um defeito que nos deixou o colonialismo. Culturalmente, ainda não vencemos a dependência de Portugal e da Europa, em geral. Ainda estamos a pensar à maneira portuguesa e é preciso que comecemos a pensar à maneira angolana. Para passar férias, e isso digo principalmente aos camaradas que são funcionários públicos, temos boas terras no Huambo, na Huíla, em Moçâmedes, em Malanje. Temos, no nosso país, um clima admirável, um clima planáltico que permite o repouso ...” 

Quanto à sua visão grande do futuro, o nosso segundo indicador do pensamento estratégico, devemos olhar para a literatura para entender esta frase: visão grande. Visão grande pode significar visão holística. Brandão e Crema (1991) explicaram que a visão holística era a visão centrada no todo; não olhava só para as províncias, olhava para o país; não somente nos negros oprimidos, mas nos povos asiáticos subjugados. Neto era exactamente isso. O slogan "na Namíbia, no Zimbabwe e na África do Sul está a continuação da nossa luta” encarna essa abordagem centrada no todo; todos povos. Há também uma outra abordagem sobre a visão holística. Leite e Strong (2006) clarificam que a visão holística tem a ver com a interacção entre o microcosmo e o macrocosmo.

O mundo pequeno e o mundo grande interagem nessa visão holística. Essa visão holística de Neto está patente no seu associativismo. O seu associativismo terá começado na Casa dos Estudantes do Império, uma associação juvenil cujos membros eram provenientes das colônias portuguesas, que emerge justamente na altura da ida de Neto a Lisboa, 1944, com uma delegação em Coimbra, local onde Neto estudava e de que se tornou dirigente. Mas a visão holística de Neto estava também nas suas ambições. A visão maior de Neto era a de unir os angolanos, de cores diferentes, de tendências políticas diferentes, tendências religiosas diferentes etc; aliás, o MPLA representava a fusão de movimentos patrióticos existentes à volta de 1956. Na realidade, Neto sempre elevou a sua luta para aspectos mais amplos e holísticos como o resgate da dignidade humana.

Recordemo-nos de que Neto era um estudante de medicina que decidiu envolver-se em actividades políticas. Ele foi preso, pela primeira vez, em 1951 quando recolhia assinaturas para uma conferência sobre a paz, que se realizaria em Estocolmo, Suécia. Tão logo saiu da cadeia, Neto juntou-se ao movimento da juventude portuguesa, ou seja, Movimento de Unidade Democrática, MUD. Foi neste período em que ele começou a mostrar a sua habilidade de operar em ambientes de muita complexidade. De recordar que a habilidade de operar em ambientes de muita complexidade é o terceiro indicador do pensamento estratégico. Na realidade, a vida de Neto teve três momentos em que ele se viu a operar em ambientes complexos: a clandestinidade estudantil, a guerrilha e a presidência em tempos de guerra civil. Durante a clandestinidade juvenil, Neto integrou e co-fundou várias organizações. Por exemplo, depois de ter passado 10 meses na cadeia (1955-57), Neto tornou-se co-fundador do MAC, Movimento Anti- Colonial, em 1958, numa altura em que a PIDE havia sido reforçada.

A partir de 1957, eram rusgas e tortura em Portugal, país onde Neto dividia o seu tempo entre os estudos em medicina e a clandestinidade. Em Coimbra, apesar do aperto da polícia secreta, Neto colaborou na revista Momento, uma publicação da Associação dos Naturais de Angola. Ainda no âmbito libertador dos movimentos nacionalistas na Europa, Neto participou da fundação do Centro de Estudos Africanos em Portugal, uma instituição clandestina, criada em Lisboa por estudantes e intelectuais africanos nos anos 1950. De igual forma, Neto co-fundou o Clube Marítimo Africano em 1951. Todo este período foi marcado por produções poéticas por parte de Agostinho Neto. E no que tange à construção da Nação, Carmen Lucia Tindo Ribeiro Secco argumenta que a poesia de Neto e de outros como Senghor e Frantz Fanon convertia-se num instrumento de resistência e politização, colocando os seus escritos ao serviço de projectos libertadores. Por outras palavras, com a poesia, Neto ajudava a consciencializar o povo e a libertá-lo do jugo colonial. De facto, Neto escolheu operar e dialogar com vozes poéticas guerrilheiras com as quais partilhava filosofia, acções políticas e literárias, como explica Carmen Secco em Quando as «sagradas certezas« desmancham no ar, no livro a Noção de Ser. E muito mais se poderia dizer da habilidade de Neto em operar em ambientes complexos.

Basta lembrar os codinomes, Manguxi, Kimbundu para Agostinho e Kilamba que utilizou para ludibriar a polícia secreta. De recordar também que Neto chefiou a guerra de libertação, criando organizações satélites como o Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados (CVAAR). Mesmo até à proclamação da independência foi feita em período de alta complexidade. Havia uma guerra civil no país que o dividia em três partes – uma ocupada pelo MPLA; a outra pela FNLA e a terceira pela UNITA. Mas a vontade, o pragmatismo e a habilidade de operar em ambientes complexos permitiram que Neto prevalecesse e criasse assim a Nação de todos nós – Angola.

Mas Neto não só criou uma Nação, mas edificou os seus alicerces para o seu progresso. Para tal, Neto teve que ser capaz de antever problemas futuros. Vale lembrar aqui que Neto era filho de um pastor protestante. O protestantismo surge da identificação de erros e abusos da Igreja Católica. Por isso, Neto era adepto em identificar problemas futuros. Em entrevista a jornalistas portugueses, em 1975, depois da conferência de Algarve entre os três movimentos, Neto anteviu pressões do exterior que iriam tentar dominar o nosso país por causa das nossas riquezas agrícolas e minerais. Neto antevia pressões de multinacionais e forças no interior, uma profecia que se tornou realidade nos anos subsequentes à sua morte, em 1979.

Esta competência de Neto de antever problemas esteve sempre ligada a uma outra faceta do seu pensamento estratégico – a habilidade de idealizar sempre um futuro diferente. Carmen Lucia Tindo Ribeiro Secco, em A Noção de Ser, textos sobre a poesia de Agostinho Neto, caracteriza Agostinho Neto como "sonhador da liberdade. ” Em suas palavras, Neto idealizava um povo com fortes convicções políticas. Ele dizia:

"O nosso povo deve adquirir uma consciência política fundamental ...para resistir às tentativas do inimigo de nos destruir, quer agora, quer no futuro depois de adquirirmos a nossa independência. ”

A dimensão do seu sonho era maior que a consciencialização política dos povos. No poema "Adeus à Hora da Largada”, escrito antes da independência de Angola, Neto disse:

Amanhã entoaremos hinos à liberdade quando comemorarmos a data da abolição desta escravatura

Mas a grande pergunta permanece: como terá Neto, com pragmatismo, a habilidade de operar em ambientes complexos, a habilidade de antever problemas e a de idealizar um futuro diferente, contribuído na construção da Nação angolana? Estas características de Neto deram-nos a independência em 1979; mantiveram a unidade territorial de Angola de Cabinda ao Cunene, de mar ao leste; permitiram que o escudo português fosse substituído pelo Kwanza, moeda nacional; asseguraram a defesa territorial; deram-nos uma identidade; criaram infraestruturas; asseguraram o nosso reconhecimento internacional como Nação independente; granjearam apoio internacional e muita solidariedade de povos como o de Cuba que nos tem ajudado até aos dias de hoje; um lugar cimeiro no concerto das nações; o isolamento dos rebeldes pela política africana de não ingerência nos assuntos internos; reconhecimento internacional pelas políticas de "coexistência pacífica” e de "respeito pela soberania.”

Mas no verdadeiro estilo de Neto, devemos nos perguntar, o que terá Neto feito de concreto para a edificação da nação angolana? António Agostinho Neto já se preocupava com a diversificação da economia, a começar pela valorização da agricultura familiar, constituía um caminho viável para o desenvolvimento. Basta interpretar o que ele sempre dizia sobre a agricultura. «A agricultura é a base, a indústria o factor decisivo». Aqui temos a origem das políticas públicas de diversificação, como defende Victor Kajibanga (2020). Havia em Neto a habilidade de ver para além do superficial e.g. petróleo. Existiu também a política de Neto de dar a cada ano o nome da estratégia prioritária. Devem se lembrar que 1976 foi o ano da resistência popular generalizada; 1977 – ano do 1˚ congresso do MPLA e da Criação do Partido; 1978 – ano da agricultura; 1979 -  ano da formação de quadros. Existiu, nessa estratégia, uma construção da nação por áreas prioritárias. Depois existia a questão de priorizar a utilização do seu tempo para se dedicar mais aos problemas reais do povo angolano. O Presidente Neto procurava avaliar bem os fóruns internacionais que deveriam merecer a sua presença, tal como constatou Iko Carreira. De facto essa procura de resultados práticos levou Neto a declamar, no poema Adeus à Hora de Largada, que "eu sou aquele por quem se espera.”

Por causa do pragmatismo, habilidade de operar em ambientes complexos, competência de antever problemas e de idealizar um futuro diferente, Neto ajudou a construir a nação angolana.

*João Canoquena é Reitor da Universidade Internacional do Cuanza, Kuito, Bié. Foi Vice-Reitor da Universidade Metodista de Angola para a Área Académica. É Bacharel em Ciências da Educação (Ensino da Língua Inglesa), Mestre em Ciências da Educação(Ensino da Língua Inglesa), Doutor em Gestão e Estratégia (Segurança Rodoviária) e Doutor em Contabilidade Financeira.

João Canoquena*

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