Opinião

A formação dos médicos

"A formação permanente é uma componente essencial da gestão do Sistema de Saúde e parte integrante da política de gestão e desenvolvimento de recursos humanos do Ministério da Saúde”, afirmou há dias Sílvia Lutucuta, numa clara alusão de que apenas com a formação contínua estaremos melhor servidos.

14/09/2021  Última atualização 08H50
Os profissionais de Saúde, a todos os níveis, merecem, tal como os professores e especialistas de outras áreas vitais para o funcionamento do Estado, para o bem-estar das famílias, merecem passar por ciclos permanentes de formação. Particularizamos aqui o caso dos médicos, enfermeiros e pessoal de apoio por razões óbvias porque, tal como sabemos, tudo começa ou passa invariavelmente pela saúde, compreendida não apenas como a simples ausência de doenças, mas também a existência de condições que previnam e viabilizem respostas prontas e seguras aos indícios de enfermidade.

Hoje, mais do que nunca, os desafios dos nossos profissionais de saúde aumentou na proporção em que os níveis de natalidade aumentam, na medida em que as pessoas tendem a viver mais tempo e com esta realidade o crescimento das chamadas doenças crónicas.

Logo, as nossas unidades hospitalares e as unidades sanitárias são chamadas, mesmo nas condições em que funcionam, a dar resposta aos problemas que as famílias enfrentam, ao nível da saúde.  E não há dúvidas de que apenas com pessoal formado poderemos ser bem sucedidos a lidar com os desafios ao nível de um dos sectores vitais da sociedade angolana.

A Saúde Pública precisa de intervenientes permanentemente preparados para lidar com os desafios ligados aos cuidados de saúde, à prevenção e acompanhamento dos que procuram os serviços hospitalares.

Muito se fala sobre os nossos médicos, algumas vezes com referências pouco dignas pelo seu desempenho, mas esquecem-se que, querendo ou não, é com os médicos que temos com os quais podemos contar, na maioria dos casos. Ignoram, os sectores que se limitam a criticar os nossos profissionais de saúde, igualmente as condições em que trabalham que, como sabemos todos, precisam ainda de melhorar. Mas que independentemente das exigências e expectativas em termos de melhorias dos serviços de Saúde, precisamos primeiro de reconhecer o que temos, nas condições em que temos, em  que funciona, com as suas limitações.

De nada adiante estarmos a criticar o funcionamento do Sistema de Saúde, sobretudo sem apresentar soluções, quando não se reconhece o esforço, dedicação e compromisso para procurarem fazer sempre o melhor, em função do famoso "Juramento de Hipócrates".
Acreditamos que com formação permanente dos nossos médicos, enfermeiros e pessoal de apoio seremos bem sucedidos a lidar com os problemas da Saúde Pública.

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