Opinião

A formação de professores

Editorial

Tal como defende o Executivo, a única forma de assegurarmos, para Angola, um Sistema de Ensino forte, com qualidade da formação dos nossos alunos, sociedade competitiva e um país moderno, vai ser pela formação contínua dos nossos professores.

05/11/2021  Última atualização 06H00
A aposta para que até Fevereiro de 2022, uma data praticamente às portas, estejam formados perto de 70 mil professores em todo o país, em matérias didácticas estruturantes, como a Língua Portuguesa e Matemática, constitui um ganho significativo.

No âmbito da iniciativa "Projecto Aprendizagem para Todos”, as instituições do Estado tudo fazem para que tenhamos, de forma gradual, um ensino bom e com qualidade.

É preciso que vão para o quadro docente, a todos os níveis, os melhores porque a responsabilidade do profissional do Ensino é determinante na definição, positiva ou negativa, má ou boa, dos quadros que estamos a formar. O desempenho dos nossos quadros depende, quase que inevitavelmente, do papel docente-educativo dos nossos professores junto dos seus educandos.

Não há dúvidas de que o Estado investe, sem reservas, na melhoria contínua do nosso ensino, razão pela qual insistimos na ideia de que para o ensino só devem ir os melhores.

Embora haja a liberdade na hora de as pessoas concorrerem aos concursos públicos para ingressar na carreira docente, as instituições do Estado, que superintendem estas iniciativas, deviam ser mais rigorosas.

Não é bom, tal como pareceu até muito recentemente, que, para a Educação, fossem parar todos os formados em áreas que nada tivessem a ver com Pedagogia e Didáctica que, eventualmente, não fossem bem sucedidos profissionalmente nas áreas em que se formaram.

Embora haja uma procura de emprego que supera a oferta, sobretudo nas instituições do Estado, para aonde a maioria dos jovens, ironicamente, pretendem laborar, em detrimento dos privados, não faz sentido que se procure ingressar na Educação apenas e somente pela falta de emprego.

Docência é também, além da ocupação profissional e da formação, preferencialmente, que lhe deve estar associada, deve ser fundamentalmente uma vocação, um verdadeiro sacerdócio e uma dedicação acima de tudo.

É preciso que o professor, fundamentalmente, ao nível primário e secundário, seja devidamente preparado para e que tenha, preferencialmente para o seu sucesso, inclinação para dedicar-se ao ensino. De outra forma e, seguramente, por mais formação e competência que tenha, dificilmente será um bom e dedicado professor.

Auguramos que as instituições do Estado sejam bem sucedidas na formação contínua dos nossos professores.

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