Opinião

A falência das empresas, o Estado e os bancos

É sabido que um número considerável de empresas no país foi à falência. O encerramento de empresas em Angola nos últimos anos foi a causa do aumento da taxa de desemprego, que é das mais altas da África Austral.

18/11/2019  Última atualização 09H37

Sabemos todos das razões que levaram muitas empresas do país a fechar as suas portas. O que importa agora é que se trace os melhores caminhos para revitalizar o tecido empresarial angolano, para a retomada do crescimento económico.
As empresas são os motores do crescimento económico, mas muitas delas precisam, no caso de Angola, de incentivos para poderem realizar actividade produtiva com regularidade, com vista a aquecer a economia real e a absorver muitos desempregados que temos no país.
A crise económica e financeira afectou muitos negócios, tendo muitos empresários sido obrigados a despedir pessoal, a reduzir salários dos trabalhadores ou a fazer ambas as coisas.
As elevadas taxas de juros praticadas pelos bancos comerciais para concessão de crédito são uma das principais causas que levam muitas empresas a desistirem dos seus negócios, com repercussões na vida das famílias. Quando as empresas encerram, há desemprego e este fenómeno faz com que as famílias deixem de ter rendimentos para poderem consumir, provocando, por sua vez, a retracção da actividade económica.
Os empresários têm esperança de que as fórmulas pensadas pelo Estado para ajudar, por via do financiamento parcial de juros que recaem sobre o crédito concedido pelos bancos comerciais a empresas, venham a ser realmente postas em prática, para que a economia possa ter um rumo normal e resolva muitos problemas sociais.
Tem-se dito frequentemente que as empresas têm de ser os principais empregadores de mão- de - obra, pelo que faz sentido que nesta fase de crise económica e financeira o Estado intervenha para acudir durante um certo período a problemas de unidades produtivas. Há momentos da vida de um país em que o Estado deve intervir, ou para fazer correcções, ou para realizar investimentos que tenham efectivamente retornos benéficos para a sociedade.
Há empresários que são empreendedores e que têm capacidade para realizar projectos produtivos. A falência de muitas empresas não se deveu à incompetência ou negligência dos seus donos, mas à conjuntura difícil que atravessamos, em termos económicos e financeiros.
Que os bancos comerciais tenham uma maior disponibilidade para conceder crédito às empresas, situadas em todo o território nacional. É importante que tenhamos empresas em todo o país, até porque há muitos jovens que fazem cursos médios e superiores em diferentes províncias e que procuram emprego.
Que uma atenção particular deve ser dada às pequenas e médias empresas, que devem existir em grande número no país. É hora de começarmos a valorizar a actividade empresarial que é levada a cabo por pessoas honestas e realmente trabalhadoras.

 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Opinião