Opinião

A economia, o investimento e os quadros na diáspora

Em tempo de crise, é normal que as questões de ordem económica estejam nas bocas do mundo. Angola tem muitos problemas económicos por resolver e é grande a expectativa dos cidadãos em relação às medidas que as autoridades vão tomando para que os angolanos possam viver melhor.

17/05/2019  Última atualização 09H18

Todos nós já nos apercebemos de que o Governo quer realizar mudanças efectivas ao nível da economia, na perspectiva da superação da crise económica e financeira que vivemos. Não é fácil resolver problemas económicos, mas eles têm de ser resolvidos, por mais complexos que eles sejam.
Os governos são eleitos para promover o bem comum e é natural que os cidadãos esperem dos governantes acções que vão no sentido da satisfação das suas necessidades. Uma das vias para a superação dos nossos problemas económicos é a realização de investimento público que seja gerador de retorno económico e social.
Em tempo de crise, convém que o Estado contribua para o aquecimento da economia, por via do investimento, devendo estabelecer convenientemente as prioridades, de modo a que os projectos resultem em benefícios reais para as populações.
Que as decisões de se realizarem investimentos públicos sejam precedidas de estudos, a fim de se assegurar que os recursos alocados a projectos vão produzir bons resultados. Que os governantes tenham o hábito de recorrer às universidades para que estas possam também dar contribuições, com vista a evitar que os projectos não tenham qualidade .
As universidades são centros de saber que não devem ser subestimados. Há nas nossas universidades quadros de elevada competência que podem ajudar o país a sair da crise em que se encontra. Por que razão não se dá a devida importância aos quadros que são estudiosos e que podem dar soluções aos problemas do país?
Importa também saber se na comunidade angolana que vive no estrangeiro há quadros de grande valia que podem vir ao país para colocar o seu saber ao serviço do processo de construção do crescimento económico e desenvolvimento. As entidades competentes devem estar atentas aos quadros que vivem no estrangeiro e que não podem constar apenas das estatísticas.
É possível que haja angolanos que queiram vir a Angola para trabalhar em prol do desenvolvimento do país. Que sejam também dadas oportunidades a esses angolanos, muitos dos quais podem ter estudado em prestigiadas universidades no estrangeiro. Somos todos angolanos, vivamos ou não em Angola.
Se vamos ao exterior do país contratar consultores estrangeiros, por que razão não podemos fazer um esforço para saber que angolanos na diáspora têm elevadas competências para fazer o que aqueles consultores fazem, ganhando muitos milhares de dólares?

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