Opinião

A cultura de paz e não-violência

Abre amanhã a segunda edição da Bienal de Luanda 2021, uma iniciativa em que se juntam o Executivo, a UNESCO e a União Africana para promover a construção de pontes entre gerações dedicadas a uma África pacífica, daí o sugestivo tema do primeiro dia, com o questionamento “Diversidade cultural e patrimonial da África e de suas diásporas: fonte de conflitos ou solo fértil para a paz?”

26/11/2021  Última atualização 08H55
Tal como a designação indica, uma bienal ocorre de dois em dois anos, uma terminologia essencialmente  associada a acontecimentos culturais, como mostras, congressos, seminários, encontros, por exemplo, mas a segunda edição em Luanda, depois da realizada em 2019, pretende-se como "um Festival de Culturas, à Aliança de Parceiros e ao Fórum Temático e Boas Práticas, o Diálogo Intergeracional ".

Trata-se de um evento internacional que, sem qualquer exagero, vai transformar Luanda na capital  de paz, que pode ser  erguida através da construção de sociedades inclusivas, pacíficas e resilientes.

Fruto da experiência recente de Angola em matéria de gestão e resolução de conflitos, acreditamos que a Bienal de Luanda 2021, que ocorre a sua segunda edição, vai transformar-se num verdadeiro palco em que os vários intervenientes a todos os níveis saberão responder positivamente às interrogações sobre "Diversidade cultural e patrimonial da África e de suas diásporas: fonte de conflitos ou solo fértil para a paz?”.

Em entrevista recente à Televisão Pública de Angola (TPA), Diekumpuna Sita José, coordenador geral do evento, defendeu que um dos maiores ganhos que se pretende com a Bienal de Luanda é precisamente promover a cultura de paz, um activo cuja materialização e efectivação nas sociedades africanas depende muito da Educação.

Tal como constou no  Fórum Pan-africano sobre fontes e recursos por uma cultura de paz, vale a pena explorar as vias pelas quais África pode transformar a sua diversidade cultural e patrimonial, no continente e na diáspora, em variáveis  para dirimir conflitos e promover a paz.

O Programa de Acção para uma Cultura de Paz posteriormente adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em sua Resolução 53/243 de 1999 concentra-se em oito áreas de acção, nomeadamente a promoção de uma cultura de paz por meio da educação, a promoção do desenvolvimento económico e social sustentável, a promoção do respeito pelo  todos os direitos humanos, a garantia de igualdade entre mulheres e homens, a promoção da participação democrática, a compreensão, a tolerância e a solidariedade, o apoio à comunicação participativa e o fluxo livre de informação e conhecimento, a melhoria o ambiente de paz e a segurança internacionais.

Angola pela experiência por que passou e pela realidade de país pós conflito, com uma contribuição activa nos processos de gestão e resolução de disputas políticas e militares a nível regional. Acreditamos que a cultura de paz e não-violência devem ser promovidos com investimentos substanciais  na educação, com apostas consistentes nas iniciativas de inclusão, bem como na mater.

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