Opinião

A componente empresarial

A componente empresarial, envolvida nas delegações presidenciais, em visita de Estado, constitui um substrato importante da chamada diplomacia económica, por sua vez, um pressuposto vital da estratégia de diversificação da economia.

27/07/2021  Última atualização 05H00
Ontem, o ponto mais alto da visita de Estado do Presidente João Lourenço, à Turquia, ocorreu, seguramente, com a audiência concedida pelo homólogo e anfitrião, Recep Tayip Erdogan, ao lado da assinatura de vários acordos entre as duas delegações, nos sectores de interesse comum.

Hoje, efectiva-se o lado empresarial da visita em que as atenções serão concentradas no fórum de negócios, uma das cerimónias mais esperadas, na medida em que a dimensão económica e comercial, das relações Angola-Turquia, se assume como um pilar inseparável dos laços. Aos nossos empresários, obviamente, apenas podemos augurar boa sorte  ao encontro de potenciais parceiros e que saibam aproveitar o espaço e papel que os políticos deixarão aos mesmos com os compromissos que poderão ser assumidos hoje.
Acreditamos que os que fazem parte da delegação que acompanha o Presidente da República vão representar de maneira exemplar Angola em geral e os seus pares em particular.

Se devidamente explorada, a cooperação económica e comercial, a julgar pelas vantagens comparativas das duas economias, das áreas em que podem cooperar, dos sectores em que os empresários e empreendedores podem tirar proveito, podemos dizer que estão lançadas as sementes para os laços na base do winwin.

Precisamos de ser assertivos na identificação e estabelecimento de prioridade das áreas que, no curto, médio e longo prazos, têm o potencial de alavancar a economia angolana, estratégia que envolve igualmente o conhecimento e o domínio do potencial turco. A existência de informações exaustivas sobre os indicadores agrícolas, industriais, pesqueiros, têxteis, da construção civil, engenharia civil e militar, dos serviços da Turquia pode ajudar a identificar o que mais interessa a Angola.

Hoje, a componente empresarial nas relações entre os Estados é uma realidade que deve ser impulsionada à luz das  nobres intenções de diversificação da economia, da criação de empregos e do crescimento da produtividade a todos os níveis.
Aos empresários e empreendedores, tal como fazem as autoridades angolanas, deverá ser dada, sempre nas circunstâncias em que componham as delegações presidencial ou ministerial,  o papel instrumental de fazer avançar a agenda económica e comercial.

Esperemos que do fórum empresarial, uma verdadeira "bolsa de negócios em miniatura Angola-Turquia"  sirva, hoje, para transformar os empresários e empreendedores dos dois países em verdadeiros propulsores da engrenagem que vai garantir vantagens mútuas. Esta é uma oportunidade, mas também um desafio que os empresários dos dois lados assumem a partir de hoje. É por isso, que defendemos a necessidade de se continuar a potenciar os nossos empresários e empreendedores para que, em circunstâncias como as da visita do Presidente João Lourenço, à Turquia, saibam ter uma palavra a dizer, para bem da economia angolana.

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