Opinião

A China e o seu legítimo lugar nas Nações Unidas há 50 anos

Gong Tao |*

No dia 25 de Outubro de 1971, a 26ªAssembleia-Geral da ONU aprovou a Resolução 2758 com esmagadora maioria, decidindo restaurar todos os direitos da República Popular da China na ONU, reconhecendo que o representante do Governo da República Popular da China é o único representante legítimo da China na ONU, a qual marcou o regresso do povo chinês, um quarto da população mundial, à arena da ONU. Foi um êxito de grande significado e de longo alcance para a China e o mundo.

30/10/2021  Última atualização 06H10
Em 25 de Outubro de 2021, o Presidente Chinês, Xi Jinping, proferiu um discurso importante, enfatizando que o povo chinês sempre levou adiante o espírito de auto-aperfeiçoamento nos últimos 50 anos, compreendendo a direcção do progresso da China nas novas circunstâncias e escrevendo um magnífico épico da China e o desenvolvimento da humanidade. A China criou e desenvolveu com sucesso o Socialismo com características chinesas, libertou e desenvolveu de maneira continuada as forças produtivas sociais e melhorou o bem-estar do povo, alcançando um marco histórico ao tornar-se a segunda maior economia do mundo. Historicamente, a China resolveu o problema da pobreza absoluta, deu início a uma nova jornada de construção de um país socialista moderno de uma maneira abrangente e inaugurou uma perspectiva brilhante para a grande revitalização da nação chinesa.

Nos últimos 50 anos, o povo chinês sempre se uniu e cooperou com todos os países do mundo, incluindo Angola, salvaguardando a equidade e a justiça internacionais, fazendo contribuições importantes para a paz e o desenvolvimento mundial. O povo chinês ama a paz e sempre busca uma política externa independente de paz, defende a justiça, e se opõe resolutamente ao hegemonismo e à política de poder. O povo chinês apoia firmemente a justa luta dos países em desenvolvimento para salvaguardar sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. O povo chinês está empenhado em promover o desenvolvimento comum, desde o "Caminho de Ferro Tanzânia-Zâmbia", "Caminho de ferro de Benguela" até ao "Cinturão e Rota", para prestar assistência aos países em desenvolvimento dentro da sua capacidade e continuar a oferecer novas oportunidades para o mundo. Durante a Covid-19, a China compartilhou activamente sua experiência de prevenção e controlo, forneceu grande quantidade dos materiais de biossegurança e vacinas para muitos países, realizou pesquisas científicas em profundidade na cooperação em rastreamento de vírus.

Nos últimos 50 anos, o povo chinês sempre defendeu a autoridade da ONU, praticou o multilateralismo e a cooperação da China com as Nações Unidas mantém-se profunda. A China cumpre fielmente as responsabilidades e missões como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, defende os propósitos e princípios da Carta da ONU e o papel central da ONU nos assuntos internacionais. A China defende activamente a solução política pacífica de contenciosos e enviou um contingente que supera 50 mil pessoas para participar de operações de manutenção da paz da ONU, tornando-se o segundo maior contribuinte das despesas da ONU e o segundo maior contribuinte a custear a manutenção da paz. A China assumiu a liderança na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU e na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, contribuindo com mais de 70% da redução da pobreza no mundo. A China sempre seguiu o espírito da Carta da ONU e da Declaração Universal dos Direitos Humanos e fez contribuições significativas para o progresso dos direitos humanos da China e da causa internacional dos direitos humanos.

Actualmente, ocorreram as principais e profundas mudanças mundiais não vistas em um século e as forças para o desenvolvimento e o progresso pacíficos estão constantemente crescendo. Os seres humanos são membros de uma união e a terra é um lar. Ninguém, nenhum país pode ficar sozinho. A humanidade deve trabalhar junta, viver em harmonia e avançar na direcção de construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade. A ONU é insubstituível, e sempre indispensável para manter a paz e a segurança internacionais. Em 24 de Outubro, celebra-se o aniversário da ONU, e escreveu o secretário-geral da ONU, António Guterres, "vamos unirmo-nos através destes ideais e cumprir em pleno a promessa, o potencial e a esperança das Nações Unidas”.
 China e Angola mantiveram, como sempre, a colaboração excelente, eficaz e ganha  no âmbito da ONU. Como membro permanente do Conselho de Segurança e membro de países em desenvolvimento, o voto da China na ONU sempre pertence a países em desenvolvimento, incluindo Angola.

Na perspectiva do futuro e à construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, é sempre necessária uma ONU forte. Os países do mundo devem manter o sistema internacional com a ONU como núcleo, a ordem internacional baseada no direito internacional, e as normas básicas de relações internacionais baseadas nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. As regras internacionais só podem ser formuladas pelos 193 Estados-membros da ONU, em vez de ser decididas por países individuais ou grupos de países. As regras internacionais deveriam ser observadas pelos 193 Estados-membros da ONU, em vez de haver excepções injustificáveis. Vamos todos juntos avançar e permanecer no caminho do multilateralismo e sejamos sempre construtores da paz mundial e defensores da ordem internacional.
* Embaixador chinês

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