Cultura

“A Casa Comum” reflecte bons e maus sentimentos

Francisco Pedro

Jornalista

“Estou a ir embora. Vou falar sem rodeios para evitar desentendimentos e para sermos sinceros um com o outro. Colocar um fim nisso tudo”, esse é um dos parágrafos da carta que põe fim ao relacionamento de um casal, personagens do livro “A Casa Comum”, lançado pelo escritor brasileiro Kaio Carmona, no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), em Luanda.

15/09/2021  Última atualização 09H20
© Fotografia por: DR
No acto de lançamento, no final de semana, Kaio Carmona manteve um diálogo aberto com os leitores, sob moderação do Adido Cultural da embaixada do Brasil, Sérgio Toledo, e da directora do CCBA, Marisa  Cristino.


A palavra "Amor” foi a principal inspiração para o surgimento do livro "A Casa Comum”. O autor defendeu que, a partir da palavra "amor” as pessoas conseguem descrever os seus sentimentos, sendo essa a sua maneira predilecta, "a minha linguagem e a minha forma de me expressar, mais pela palavra”.


Lembrou que o livro começa a partir de um verso sobre o fim do amor, mas sentiu que precisava de mais fôlego para falar de amor ou de "não amor”.
A intenção do autor é fazer do amor uma reflexão, por isso, escolheu uma palavra poética,  "que mais me pareceu honesta para falar do sentimento”.

Questionado se o amor tem fim, Kaio Carmona respondeu que "sim, sim! Nem que seja a nossa própria morte, o amor um dia iria acabar, como os nossos sentimentos”.
Embora haja pessoas que advogam que o amor permanece por toda a eternidade, o escritor e professor universitário duvida, ao ponto de afirmar que "eu quero crer nisso, também, mas, as nossas histórias de amor acabam sempre, por isso, criei duas personagens, que andam às voltas com o fim do amor”.


Em relação às vivências amorosas, além da palavra, admitiu que o livro traz um pouco da vivência universal, da humanidade e não uma vivência exclusivamente pessoal.
"A Casa Comum”, acrescentou, é um reflexo de "todos nós, por que todos amamos, eu também amo, também sofro por amor, já sofri como qualquer ser humano, nesse sentido, o livro é sim reflexo do que eu já experimentei com amor, com o sofrimento do amor, mas continua a ser algo humano que toda as pessoas têm vivido ou poderão viver”.


À venda ao preço de três mil kwanzas, o livro pertence à colecção Desassossego, publicação Quixote+Do Editoras Associadas.
O livro traz na capa um ninho circular de capim seco, num dos troncos de uma árvore sem folhas nem da Primavera, nem do Outono,  à volta vislumbra-se a paisagem de uma savana entre as cores ocre, turquesa, cinza e castanho.

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