Política

24 militares impedidos de viajar para o exterior

Um grupo de 24 militares afectos à Casa de Segurança do Presidente da República, entre os quais o tenente-general Luís Simão Ernesto e o major Pedro Lussati, está impedido de sair do país, confirmou, ontem, ao Jornal de Angola, fonte da Procuradoria-Geral da República.

12/06/2021  Última atualização 06H00
© Fotografia por: DR
Com o intuito de impedir uma eventual saída daqueles militares, a Direcção de Fronteiras do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) enviou a todos os órgãos provinciais daquela instituição afecta ao Ministério do Interior a lista com os nomes dos envolvidos.
Os 24 militares afectos à Casa de Segurança de Segurança do Presidente da República foram constituídos arguidos no âmbito do processo-crime nº 39/2021, conhecido como "Operação Caranguejo”.

A PGR anunciou, a 24 de Maio, que foi aberto um processo que envolve oficiais das Forças Armadas Angolanas afectos à Casa de Segurança do Presidente da República, por suspeita do cometimento dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros.
A nota da PGR frisava que no âmbito do referido processo foram apreendidos valores monetários "em dinheiro sonante, guardados em caixas e malas, na ordem de milhões, em dólares norte-americanos, euros e kwanzas, bem como residências e viaturas”.

O chefe das Finanças da Banda Musical da Casa de Segurança do Presidente da República, major Pedro Lussati, terá sido detido em posse de duas malas com dez milhões de dólares e quatro milhões de euros, supostamente a tentar sair do país.  

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