Política

200 mulheres africanas vão ser capacitadas

Manuela Gomes

Jornalista

Duzentas mulheres africanas filiadas em organizações femininas vão, a partir do próximo mês, ser capacitadas em matérias que visam o seu empoderamento social e político.

30/07/2021  Última atualização 08H20
© Fotografia por: DR
O anúncio foi feito, ontem, em Luanda, pela secretária regional da Organização Panafricana, Luzia Inglês. A antiga secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), que falava em conferência de imprensa, por ocasião ao Dia da Mulher Africana, que amanhã se assinala, apelou às mulheres angolanas e de outros países residentes em Angola para que, de forma massiva, se integrem nesta acção de capacitação.

Para Luzia Inglês, a União Africana deve tudo fazer para dar maior atenção às mulheres, jovens e crianças do continente.
"A União Africana tem que fazer todo o esforço para que a mulher tenha também direitos dentro da actual conjuntura, pois é daí onde vem o desenvolvimento harmonioso das sociedades africanas”, apelou.
Para Luzia Inglês, a luta para o empoderamento da mulher deve ser empreendida não só dentro da organização Panafricana, mas também em outras.

Sublinhou que "há toda a necessidade de, dentro da Organização das Nações Unidas e não só, elevar a mulher, sobretudo no seu empoderamento, conhecimentos académicos, culturais, económicos, sociais e em todos os campos, desenvolvendo programas para que elas possam fazer sentir a sua opinião”.
De acordo com a secretária regional para a África Austral, a luta para o empoderamento da mulher em África é antiga. "Angola, felizmente, é um dos países que honra com o cumprimento das acções para o empoderamento da mulher”, reconheceu.

Saudou os esforços do Presidente João Lourenço em aumentar a participação da mulher na vida política, económica, cultural e outras áreas em 50 por cento.
"Para nós isso é uma grande satisfação, porque ajuda a mulher a estar em todas as áreas, em todos os níveis e poder demonstrar o seu saber como mãe, mulher e gestora”.
Lembrou que a nível do Governo, a mulher está representada em pelo menos 43 por cento.

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