Sociedade

1% da população estudantil frequenta a pós-graduação

Mazarino da Cunha

Jornalista

Angola tem apenas um por cento da população estudantil a frequentar cursos pós-graduação, revelou, quarta-feira(15), em Luanda, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo.

16/06/2022  Última atualização 10H45
© Fotografia por: DR

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de apresentação dos avanços do programa UNI.Ao, alusivo às celebrações do 60º aniversário do ensino superior em Angola e Moçambique, Maria do Rosário Sambo admitiu que essa percentagem demonstra que o país tem um longo caminho a percorrer.

Segundo a ministra, um país que pretende desenvolver-se economicamente e ter universidades produtivas não pode ter apenas um por cento da sua população a frequentar cursos de pós-graduação.

A elevação do índice da população em formação nos cursos de pós-graduação, frisou, ajudará no desenvolvimento integral do país. Sublinhou que as empresas têm um papel decisivo para conduzir Angola ao caminho desejado.

Um outro elemento considerado importantíssimo identificado no diagnóstico sobre o curso de pós-graduação em Angola, disse, foi a reduzida percentagem da mulher e das pessoas com deficiência.

Além do insignificante número de estudantes a frequentar o curso pós-graduação, Maria do Rosário Sambo referiu que também se nota a falta de inclusão, de tal modo que o caminho a percorrer incidirá sobre essas duas vertentes: a mulher e as pessoas com deficiência.

Maria do Rosário Sambo disse que quando foi concebido o apoio do programa UNI.Ao, pela União Europeia, foi tido em conta que Angola precisava de melhorar o ensino superior e a sua investigação científica capaz de contribuir para o desenvolvimento.

A chefe adjunta de Cooperação da Delegação da União Europeia em Angola, Isabel Emerson, disse que os resultados dos estudos feitos sobre a pós-graduação em Angola mostram que há um grande caminho a percorrer para o estreitamento dos laços entre as universidades e as empresas.

Defendeu, por exemplo, maior colaboração entre o ensino superior e o sector produtivo, melhoria dos currículos e a componente prática da formação, melhorando o perfil de saída dos estudantes, tanto na sua empregabilidade como o ambiente de negócios.

 

Mais cooperação

Uma maior cooperação entre as universidades e as empresas daria lugar a mais oportunidade de investigação aplicada, garantiu Isabel Emerson, que disse ser necessário encorajar as universidades a estreitar os laços para tirarem o máximo proveito de oportunidades.

O programa UNI.Ao, fruto da parceria entre Angola e a União Europeia, foi implementado pela agência francesa Expertise France e tem como principal objectivo contribuir para a formação de quadros especializados que sustentem o processo de diversificação económica, criando emprego para jovens.

A cerimónia de apresentação dos avanços do programa UNI.Ao, alusivo às celebrações do 60º aniversário do Ensino Superior em Angola e Moçambique decorreu na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP) e contou com a presença de reitores das distintas universidades públicas e privadas.

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